Pitadas de amor, política, sexo, inutilidades, poesia e filosofia.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Dark




Escrever sobre amor é tão brega. O amor é para ser vivido. Escrever só deveria ser permitido para as coisas ruins da vida. Nada de escrever sobre o brilho das estrelas ou a cor dos olhos dele, ou o cheiro dela. Devíamos escrever brutalidades, dissonâncias, feiuras. Escrever o que não se pode ou não se quer viver, escrever sobre morte, sangue, luta, ou ainda sobre os fatos tristes que abalam ou que comovem. Devemos deixar a alegria à vida vivida. Vamos dar ao papel, o caráter de afogar nossas mágoas e frustações, e escrever a tristeza, o asco, a vergonha, o ódio, o sadismo e a ira.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Casa vazia


Malas prontas outra vez, e o peito ainda cheio de saudade. Apago as luzes do que devia ser minha morada para o resto da vida, e deixo a porta se fechar lentamente como as gotas de chuva que caem no chão frio. Ainda lembro da casa ontem, das crianças correndo na sala, da avó que dormia vendo a novela, e do pai que chega cansado depois de um dia de trabalho. Me sinto um covarde deixando as lembranças de toda uma vida feliz, não tenho força para ficar. A água que escorre pelo telhado me impele a sair, me coloca para fora como se eu fosse o intruso na minha própria casa e eu aceito e não remendo os remendos, a única coisa que consigo fazer é ir embora, deixo a casa e saio sem nada, até a mala que arrumei não quero levar, deixo-a escondida num canto da casa, e agora só me resta fechar as portas.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O enlace de Camila e Carolina




O espetáculo Camila e Carolina, a partir do texto de Vera Viana e com direção de Marquinhos Nô, traz a inconfundível marca da dramaturgia nelsonrodriguiana que ainda hoje inspira certa vertente das artes cênicas brasileiras.
Nessa linha, o texto se apropria da crítica mordaz de Rodrigues à família pequeno-burguesa, destacando a hipocrisia da sociedade brasileira. Para isso, desvela e problematiza questões que se escondem sob uma aparente e frágil harmonia familiar, confrontando perversão sexual, homossexualismo, injustiça, violência, preconceitos e incesto. Juntos, esses elementos são tomados como forma de transgressão, na medida em que, denunciam a precariedade estrutural desta sociedade, através da inversão de seus valores éticos – morais.
A ação se passa nas duas horas que antecedem o casamento das irmãs Camila e Carolina e focaliza situações nas quais predominam os símbolos eleitos pela cultura judaico-cristã como eternos em relação à família e ao casamento.
Enquanto se preparam para a cerimônia Camila é acometida de reminiscências da sua infância marcada por um drama de tons freudianos em relação ao pai, pela violência da mãe, e, em especial, pela paixão doentia voltada para a irmã Carolina. Ambas parecem inconformadas com a condição feminina, o que provoca nelas o desejo irresistível de transgredir as convenções sociais repressoras da mulher. Apenas Camila consegue se impor encarnado o ideal de mulher liberada que agride a sociedade hipócrita na qual transita, mantendo assim uma atitude de auto-afirmação que a faz parecer melhor aos próprios olhos, embora não consiga ter força para mudar a situação, nem evitar seu trágico destino.
Na montagem de Marquinhos Nô, a peça ganha uma dimensão essencialmente freudiana, trazendo a imagem de uma terceira mulher, que não se revela, mas, com a qual, Nô consegue condensar, num único palco, três planos distintos de representação: alucinação, memória e realidade, instancias que podem representar os níveis da personalidade humana descritos por Freud, “Id”, “Ego” e “Super-Ego”. A realidade marca a base cronológica da história, o plano da memória mostra os antecedentes e as razões ocultas que conduziram as irmãs ao ritual do casamento, bem como a relação conflituosa das mesmas com os respectivos noivos machistas. O plano da alucinação é o mais complexo de todos. É nele que Camila projeta suas fantasias e desejos reprimidos, vislumbrado numa frágil boneca de louça, a própria irmã Carolina, objeto de seu delírio e amor possessivo. É esta mulher velada que conduz ao final trágico e inevitável.

Texto retirado do blog suicidiometaforico.blogspot.com By Hans

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Jabor

Achei hoje num orkut um texto que ja havia lido há algum tempo atrás, é bem racional, como tudo que Jabor escreve, e decidi postar aqui, junto com uma indicação de um filme dele, para alguns pode ser um filme chato, pesado, pornográfico... [Se eu não te amasse tanto assim] mas não é nada disso, é um filme surpreendentemente bom, mesmo com uma fotografia que deixa a desejar para os moldes atuais, ou cortes grotescos que poderiam ser evitados, o filme traz um roteiro bem legal e uma atuação impecável de Fernanda Torres na flor da idade e Thales Pan Chacon. Vale a pena assistir.



E aqui vai o texto que vi...

Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim.
Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
- 'Ah, terminei o namoro...'
- 'Nossa, quanto tempo?'
- 'Cinco anos....
Mas não deu certo...acabou
'É não deu...?
Claro que deu!
Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam.
Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate....se joga...se não bate...mais um Martini, por favor...e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.
Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós.
Morremos sós.
Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte.
Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta.
É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar.
Ou se apaixonar.
Ou se culpar.
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil?

quinta-feira, 5 de agosto de 2010



A coisa é mais ou menos assim, ou você gosta ou não gosta, não há meio termo, não conheço alguém que diga: "gosto um pouco" ou "mais ou menos".É como torcer pro seu time, você gosta e pronto. Desde de 2007 a banda parou oficialmente de tocar e nós ficamos aqui, revirando os discos antigos, cantarolando "adeus você(s)", esperando os trabalhos individuais de Amarante e Camelo para aliviar, foram trabalhos realmente bons, mas sem a alma dos hermanos, sem a sonoridade caracteristica, diferente do que eles conseguem juntos.
E agora temos a notícia que a banda se junta outra vez para fazer uma "mini-turnê" (segundo Medina) Recife - dia 15/10; Fortaleza - dia 16/10; Salvador dia - 17/10. Feliz com a noticia dos novos shows, esperamos agora a notícia de um novo CD.

Obs: a notícia foi vinculada num primeiro momento na revista trip, em entrevista com Camelo e confirmada no Blog de Medina. Os ingressos ainda não estão à venda.

Abraços a todos e até Salvador...

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