Pitadas de amor, política, sexo, inutilidades, poesia e filosofia.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

sobre cães e ossos

Por que não pode ser tão simples? Porque as pessoas simplesmente não dizem: não te amo mais. - Pronto, acabou. Amo agora aquele cara mais bombado, ou aquela outra com o cabelo mais liso, ou o outro mais divertido, ou a outra mais sexy. Porque as pessoas sentem tanta pena das outras a ponto de manter em sigilo o que já acabou? Deve fazer parte daquele ditado que diz, esperança é a última que morre, porque primeiro morre o amor, depois a paixão, depois a amizade, o carinho, morrem também as lembranças e o mais importante também morre, a esperança. E por que não dizemos que amor acabou quando ele se esvai, quando ainda podemos deixar viver a amizade o carinho? Devemos ser simplesmente  dizer sem medo que o amor morreu, e assim damos vida eterna ao carinho, às lembranças e principalmente a esperança.

sábado, 7 de maio de 2011

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Os EUA comemoram a morte do "terrorista mais perigoso do mundo" e enquanto isso, o mundo digo, nós os civilizados ocidentais, aclamam os americanos como heróis sem percebermos que eles são os vilões da história. Para quem  não sabe, foram os governos americano, paquistanês e saudita que colocaram os Talibãs no poder. O Afeganistão estava em guerra contra a União soviética, e para controlar o avanço soviético para a eminente dominação da região e o controle do Golfo Pérsico, os EUA armaram as milícias afegãs apoiando as guerrilhas. Até hoje as guerrilhas estão presentes no país, e sempre contiveram avanços de forças armadas estrangeiras. O resultado disso é o desgaste da população civil que ao longo de quase 40 anos vive a violência progressiva de uma guerra que não tem fim, motivada unicamente pela ganância.  Bom, os EUA esteve ao lado do Talibã  quando lhe era confortável, financiou morte e sangue. Agora que o governo Talibã criou tensões com a Arábia Saudita e Paquistão, grandes parceiros e fornecedores de petróleo, os estados unidos trocam de lado e promovem mais morte e mais sangue, tutelados pela ficção da "Guerra contra o Terror". O terrorismo que eles mostram como causa, é somente o efeito do que provocaram. Nos "atentados" de 11 de setembro morreram um pouco menos de 3 mil pessoas. No primeiro ano de guerra, 1998, os EUA mandaram 140 mil soldados, se cada um deles mata um civil por ano temos 140 mil civis mortos no Afeganistão (números sugeridos por mim, os oficiais são ridículos), e os civis morrem sim, não há exércitos oficias das mílicias e qualquer cidadão comum pode ser confundido com um miliciano, por isso os civis morrem tanto nesta guerra, de acordo com a ONU (esse é oficial) só no primeiro semestre deste ano morreram 1.013 civis, levando em consideração que chegamos ao décimo primeiro ano de guerra, podemos facilmente ultrapassar o número de 40 mil inocentes mortos (fazendo uma média a partir dos números oficiais), entre homens, mulheres e crianças. Os afegãos precisariam de pelo menos mais 13 torres gêmeas para empatar o jogo.  A morte de Osama Bin Laden não representa o fim da guerra, muito pelo contrário, representa um recomeço mais forte para o talibã e uma nova justificativa para a continuidade. 


1- Heróis não se aliam a inimigos
2- Heróis não promovem violência gratuita
3- Heróis lutam por convicções não por lucro.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Frase inteligente

"O ideal no relacionamento é que a mulher seja cega e o homem surdo."
Sócrates

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sem Título

Acabou, qualquer sonho ridículo, qualquer esperança de felicidade, ou qualquer mudança positiva.
Hoje me contento com o real, com o que esta perto não o que se esvai  no horizonte de outras perspectivas.
Cansei de tentar, de implorar de chorar. A fonte da potencial alegria é a ilusão que engana nossas mentes e restringe nossas proporções ao um punhado de sonhos infantis e sem propósito. Cansei de mim mesmo e dessa vida fútil, desse engodo ingerido diariamente, das mentiras permanentes e das frustrações que permeiam nosso dia a dia. É como acordar e levantar da cama com uma venda nos olhos, pronto para andar na direção do precipício achando que é o paraíso.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Em mim

Eu penso tanto as vezes, mas na maioria delas faço tudo impulsivamente, tenho turbilhões de idéias na cabeça. Furações de sentimentos no peito. Por vezes não sei como me comportar nem como agir, por vezes sei exatamente o que quero e me deixo levar por devaneios tolos. Hoje eu nem sei mais quem sou.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Ver e sentir

Ver, de todos os sentidos humanos esse é o mais pungente, o que mais dilacera, o que mais evidencia. Ver parece ser a junção de toda nossa percepção, sentir o cheiro da rosa sem vê-la é como só sentir paixão numa relação, aos poucos tudo esmorece. Ver traz sentido as coisas, ver esclarece fatos.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011




A melhor coisa na vida de um professor é sair da licenciatura ensinando numa escola particular. Melhor pois os alunos tem uma base formada, estão avançados nos conteúdos, a maioria escreve corretamente, lêem bem e a escola lhe garante um aparato, na sua maioria, de grande qualidade.
Isso ficou evidente nos dias que passei por um colégio particular na cidade, mas entrar numa sala de aula de uma escola pública é lamentável. Nossos alunos mal sabem ler, tem uma ortografia abaixo da média e estão ridiculamente preparados para vida intelectual. É desolador ouvir de alunos de séries avançadas que não aprenderam absolutamente nada dessa ou daquela disciplina nos anos anteriores, entretanto, mais desolador ainda é saber o porquê. Simplesmente os professores não dão aulas, ou quando dão, não explicam, ou quando explicam não se fazem compreender. Nossos salários são péssimos, nossas condições de trabalho são ruins, não há incentivos, trabalhamos em áreas diferentes da nossa formação, temos que trabalhar três turnos para ter um salário que dê para pagar as contas.
Tudo isso é verdade, mas nada disso nos dá o direito de empurrarmos nossas frustrações nos alunos e fazer um trabalho medíocre, onde vem a tona aquele velho ditado onde os alunos fingem que aprendem e os professores fingem que ensinam. Nós fizemos nossas escolhas, escolhemos lecionar num país onde a educação pública está fadada ao fracasso, mas não houve imposições, escolhemos porque pretendíamos mudar esse quadro (e aqui não há nenhum tipo de idealismo hipócrita), penso que a grande maioria que escolheu lecionar, escolheu por amor, por vocação. Se quiséssemos ficar ricos escolheríamos medicina, engenharia ou astronomia.
Mas o fato é que escolhemos ser professores, escolhemos educar, escolhemos tudo isso porque sem querer ainda queremos transformar o mundo num lugar melhor. Nossas frustrações e decepções em sala de aula não podem nos tornar carrascos de uma juventude tão ameaçada como a nossa. De uma juventude carente, carente acima de tudo de educação.
Lecionamos em escolas particulares aulas saborosíssimas e quando estamos diante das pessoas que mais precisam, insistimos em aulas monótonas e desinteressantes, onde nada é aproveitado. E não adianta usar a desculpa de que a escola não está preparada, se isso sair de sua boca, quem não está preparado é você. Nossos alunos merecem mais de nós, eles merecem viver o sonho que sonhamos quando escolhemos ser professores. E nós, merecemos dar mais de nós mesmos, a nós mesmos!

Tiago Sousa

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