Pitadas de amor, política, sexo, inutilidades, poesia e filosofia.

domingo, 4 de julho de 2010

Amor


Foto: José Almeida e Maria Flores

Falar de amor é fácil, bem fácil. Dizer palavras bonitas, frases que encantam ou dizer que ama inexoravelmente aquele ser que divide seus dias. Difícil é saber amar, saber que o amor não se resume a declarações ou a paixões, que o amor é maior que quase tudo - exceto ao amor próprio. Amor é aquilo que traz à tona sentimentos avassaladores, inexplicáveis em palavras que extrapolam o eu te amo. Amor, como diz o poeta: "é quando um mora dentro do outro". E isso só acontece quando você é do outro e o outro é seu, mas isso não implica posse ou ou presença, mas saber que ninguém pode suprir a falta daquele, amor é ter alguém insubstituível no coração, é como plantar rosas regando jasmins.
Seria fácil amar, se o amor fosse essencialmente bom, mas ele não o é. O amor fragiliza, o amor confunde, te oferece escolhas diferentes das quais você mesmo escolheu, e nós nos entregamos a elas, as vezes isso nos traz toda sensação que esperávamos e as vezes nos traz um arrependimento que temos que carregar por toda vida.
É essa emoção inconstante que nos faz amar, tremer, perder o tino, chorar descabeladamente e sorrir indiscriminadamente.
Amor é flores ao acaso, é deitar na rede, é cantarolar mesmo desafinadamente, é olhar as estrelas. Amor é amar.

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