Pitadas de amor, política, sexo, inutilidades, poesia e filosofia.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Vida e morte


Já vivi tempo suficiente, estou pronto para a morte, pronto que ela venha e se mostre no seu único afazer, levar-nos para o fim.
Já brinquei de pula-pula, de esconde-esconde, de pega-pega, já beijei aquela garota que meus olhinhos infantis olhava com seriedade de adulto, já colei chiclete na carteira da professora, já passei horas na frente da televisão vendo desenhos japoneses, fui criança por tempo suficiente. A vida deveria se resumir a isso: ser criança, até esse momento ela é aprazível, mas aí vem a seriedade. Ah essa seriedade deixa a vida um tédio. Temos que ser sérios para estudar, afinal de contas é nosso estudo que vai sustentar nossa carreira, temos que ser sérios nos relacionamentos, no trabalho, temos que ser adultos. É nesse momento que a vida deveria acabar. A seriedade prolonga a vida de uma maneira insuportável. Quero a paz de quando era menino, mas como esse monstro de dez cabeças que chamam de tempo, não permite, clamo o nada, o fim, a morte.

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