Pitadas de amor, política, sexo, inutilidades, poesia e filosofia.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Versinhos exdrúxulos



Hoje, brigando com a memória revirei papéis, olhei fotos, recados, cartas antigas, declarações (escolares, amorosas, acadêmicas, fraternais...), nunca pensei rever tanta coisa antiga, algumas delas com intimidades de pessoas que hoje são quase desconhecidas, ou besteiras pequenas de pessoas que se tornaram quase irmãos. Foi incrível rever coisas que pensei nem mais existir, e melhor ainda rê-ler coisas que eu mesmo escrevi há anos atrás. E são elas que vou colocar aqui hoje. Versinhos perdidos no tempo que escrevi não sei quando.


Sem título

O palhaço alegre
tirou seu nariz.
Lavou seu rosto,
arrancou a peruca,
e se fez triste.
Deitou entre seus lençóis
e se aposentou.

Para sua felicidade o
o circo fechou.


Grandeza

Vê-la é antes de tudo
Me sentir pequeno.
Mudo,
como uma lebre de fronte um leão.
Estático, num só movimento.
Respiração


Você
Nua és pequena.
Mas imensa
pelo lado de dentro

pelos pés, és fria
Mas ardente
pelo lado de dentro

E eu, meto-me
pelo lado de dentro
mas só alcanço o lado de fora.


Sem título
Nada pode me dar
o êxtase que procuro
nem a cocaina
o álcool ou o fumo
é capaz de avivar n'alma
esse rastro escuro
que me apanha como um bandido
na rua de outro mundo


caminho
sexo
temor
médico
dor
fralda
mamadeira
alfinete
choradeira
gude
peão
pipa
palavrão
coca-cola
falsidade
maconha
universidade
carro
apartamento
trabalho
casamento
anzol
previdência
viagra
paciência
caixão
liberdade
vela
saudade

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