Pitadas de amor, política, sexo, inutilidades, poesia e filosofia.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Como a obra de arte se difere de um objeto comum? Ponderar essa questão é tarefa árdua e prevê, antes de mais nada, definições provisórias que nos ajudam a correr entre a interrogtiva.
Nos ateremos aqui primeiramente ao conceito de Urmson, 1957, p. 87: "penso que uma obra de arte pode ser considerada, da maneira mas útil, como um artefato visando, antes de mais nada, à consideração estética", essa definição hipotética de que a obra de arte é um artefato com função estética nos diz também que ela é um objeto estético intencional, já que é produto de uma consciência, para uma conciência. Ora, Podemos propor aqui que todo artefato é intencional, já que o homem não produz coisa alguma sem função, entretanto nem toda funcionalidade é estética, e é a função estética que caracteriza a obra de arte. Gérard Genette, nos mostra que "um artefato sem função intencionalmente estética (por exemplo uma bigorna) pode produzir um efeito estético não intencional." ele quer dizer com isso que todo objeto mesmo que tenha sido produzido para uma função diferente da estética, pode ser visto como um objeto estético. Entendamos que estes objetos tem efeito estético eventual e não podem ser considerados como obras de arte.
Já que a obra de arte é aquele artefato com função estética, de que consiste essa função estética? é sua finalidade principal seu efeito direcionado à consciencia do outro. Não é possivel filosoficamente, dizer a função da coisa sem fazer ontologia, afinal, quando digo: "para que serve isto" implico a pergunta "que é isto?" Como posso responder o que é um martelo sem dizer a sua função? martelo é um artefato que serve para pregar pregos, se digo que martelo é um pedaço de madeira com uma extremidade de ferro, só o descrevo, e não consigo dizer o martelo. Se todo objeto é intencional fica impossivel defini-los sem falar da sua função. Próximo post tento colocar a modo de existencia da obra de arte e tentar responder a pergunta.

3 comentários:

  1. nao sabes escrever , tudo cheio de erros meu

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  2. Não sabes ler? Se me apontares três erros ortográficos neste post, fecho o blog e não escrevo mais nunca. Ah, ia esquecendo, início de frase é com letra maiúscula, e eu acho que no lugar da vírgula você deveria ter colocado uma interrogação, e deveria se lembrar também, Senhor Inteligência, que toda frase se encerra com um sinal, nesse caso, ponto. E da próxima vez assina o comentário, é mais interessante saber para quem eu estou escrevendo.

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  3. parabéns pelo seu blog. foi uma grata surpresa.tomarei a liberdade de recortar seu texto para usar numa de minhas aulas (obviamente citarei a fonte). pretendia usá-lo para uma aula sobre a importância da consciência dureante o processo de redação de um texto (para vestibular). mas, depois de reler o texto percebo que ele vai funcionar ainda melhor numa aula sobre descrição (1o EM)o modo como você menciona a relaçao entre caracterização de um objeto e função a que se destina o tal objeto me parece instigante e você conseguiu dizer isso de modo conciso e didático - novamente, parabéns!
    prof welington

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